Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
(M. Bandeira)
Estou me tornando um bicho...
Sedenta, ávida e irracionável...
Remexendo meu lixo interior, sem sinestesia...
Anestesiada... Sombria...
S.B.
Este blog se destina a compartilhar cultura e conhecimento através da interação e do aprendizado mútuo.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
VERBOS NOVOS E HORRÍVEIS - Ricardo Freire*
Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero.
Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem.
É uma questão de princípios.
Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar.
Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite.
Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.
Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde de já: pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém.
Nem compactuo com quem operacionalize.
Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação.
Se você pedir com jeitinho, eu até implemento.
Mas operacionalizar, jamais.
O quê? Você quer que eu agilize isso para você?
Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar.
Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás.
Mas agilizar, desculpe, não posso, acho que matei essa aula.
Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador.
Só por cima do meu cadáver virtual.
Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo.
Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave.
Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.
Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos.
Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada.
Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais.
Agora só uso. E recomendo.
Se você soubesse como é mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.
Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar".
Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar".
Todos os dias, os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas.
A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis.
Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"?
É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.
Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar.
Caso contrário, daqui a pouco, nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira.
Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".
Problema seu. Me inclua fora dessa.
Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem.
É uma questão de princípios.
Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar.
Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite.
Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.
Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde de já: pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém.
Nem compactuo com quem operacionalize.
Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação.
Se você pedir com jeitinho, eu até implemento.
Mas operacionalizar, jamais.
O quê? Você quer que eu agilize isso para você?
Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar.
Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás.
Mas agilizar, desculpe, não posso, acho que matei essa aula.
Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador.
Só por cima do meu cadáver virtual.
Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo.
Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave.
Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.
Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos.
Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada.
Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais.
Agora só uso. E recomendo.
Se você soubesse como é mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.
Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar".
Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar".
Todos os dias, os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas.
A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis.
Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"?
É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.
Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar.
Caso contrário, daqui a pouco, nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira.
Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".
Problema seu. Me inclua fora dessa.
*Ricardo Freire (Porto Alegre, 1963) é um publicitário brasileiro. Trabalhou, entre outras, na W/Brasil e na Talent (onde criou o bordão "Não é assim nenhuma Brastemp"). É autor de livros. Escreve a coluna Xongas para a revista Época.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Histedbr 2009
VIII Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas "História, Sociedade e Educação no Brasil" História, Educação e Transformação: tendências e perspectivas. 30 de junho a 03 de julho de 2009. Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
Minha comunicação oral: A Constituição de 1988 e Ações Afirmativas: políticas públicas igualitárias de acesso à educação.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Aos que ficaram...
A vida é um coquetel de decisões, escolhas e pensamentos que determinarão nossa liberdade. Nossos estados de ânimo não são só sensasões, mas decisões que estabelecemos a cada momento. Os acontecimentos podem ser determinantes na hora de estarmos bem ou não, mas não deixam de ser consequências de decisões que tomamos em um estado de liberdade de escolha.
..................................................
Só quando você puder se ajudar, estará em condições de ajudar os outros. Necessita ser o dono de seu mundo emocional. Seu bem estar não dependerá do tratamento que receber dos outros, mas do que você souber dar.
.................................................
Não permitamos que os outros sejam formadores de nossas emoções! Não lhes outorguemos tal poder! Hoje, mais do que nunca, você merece ser feliz!
(Stemateas, Bernardo. Gente Tóxica: como lidar com pessoas difíceis e não ser dominados por elas. Rio de Janeiro, Tomas Nelson Brasil, 2009.)
Penso que existe uma época de descontrole em nossas vidas. E, quando digo “nossas vidas” estou me referindo às pessoas que me cercam: amigos, familiares, amigos dos amigos, parentes dos amigos, parentes dos parentes... Enfim, todos com quem me relaciono!!!!
Ano complicado este!!!Tempos difíceis!!! Lembro daquele filme “Quatro casamentos e um funeral”! Ocorre que, nas minhas relações pessoais, está mais para “Um casamento e quatro funerais”. Quantas perdas irreparáveis ocasionadas pela violência de trânsito, do cotidiano, das doenças... Perdas e perdas... Foram-se pais, irmãos, amigos, conhecidos... Quantas lágrimas, quanta saudade, quantas mudanças em poucos meses...
Contudo, a “reclamação” só produz insatisfação. Os maus momentos fazem parte da vida e não podemos permitir que a crise nos impeça de prosseguir. devemos ter paciência até obter o discernimento necessário para enfrentar o imprevisível e seguir o ritmo normal da vida, superando o dia a dia, pois, somente o tempo será capaz de tornar tudo diferente e amenizar as dores...
E, principalmente, voltar o olhar para as pessoas que amamos, que ficaram e que nos querem bem...
S.B.
sábado, 27 de junho de 2009
Amor: hoje, doce
O amor é como o hoje,
Perigoso e sobretudo, irreal;
Vem com farsa de bondade, um rival.
O amor é como nuvem
Carregada sobre as terras no sertão;
Flui com força desvairada, sem perdão.
Seu início faz a gente
Não querer o seu fim;
Vem o tempo e nos convence:
Seu iníco é que é o fim...
E depois é como se nada houvesse!
É, o amor é como um doce,
Doce doce demais.
Este poema é do Prof. Dr. Mário Botelho, retirado do seu livro "Sem resposta"... Enfim, não há resposta mesmo, pois a letra diz tudo... "Doce doce demais"
Perigoso e sobretudo, irreal;
Vem com farsa de bondade, um rival.
O amor é como nuvem
Carregada sobre as terras no sertão;
Flui com força desvairada, sem perdão.
Seu início faz a gente
Não querer o seu fim;
Vem o tempo e nos convence:
Seu iníco é que é o fim...
E depois é como se nada houvesse!
É, o amor é como um doce,
Doce doce demais.
Este poema é do Prof. Dr. Mário Botelho, retirado do seu livro "Sem resposta"... Enfim, não há resposta mesmo, pois a letra diz tudo... "Doce doce demais"
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Onde você coloca a vírgula?
Campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).
Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Detalhes Adicionais
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.
Fonte: Orkut Nelza Borba
Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Detalhes Adicionais
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.
Fonte: Orkut Nelza Borba
sábado, 20 de junho de 2009
Matemática do Amor
Homem esperto + mulher esperta = romance
Homem esperto + mulher burra = caso
Homem burro + mulher esperta = casamento
Homem burro + mulher burra = gravidez
Mas, assim como dizia Quintana:
"Minha vida não foi um romance..."
Logo...
Rsrsrsrs...
segunda-feira, 15 de junho de 2009

Uma serpente estava perseguindo um vaga-lume. Quando estava a ponto de comê-lo, o vaga-lume disse: "Posso fazer uma pergunta?" A serpente respondeu: "Na verdade nunca respondo as perguntas das minhas vítimas, mas, por ser você, vou permitir." Então, o vaga-lume perguntou: "Fiz alguma coisa a você?" "Não", respondeu a serpente. "pertenço a sua cadeia alimentar?", perguntou o vaga-lume. "Não", respondeu a serpente de novo. "Então, porque você quer me comer?", perguntou o inseto. "Porque não suporto vê-lo brilhar", respondeu a serpente.
Não pensem que estou destruída, pois, como dizia Pessoa: "Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia construirei o meu castelo!"
E, em verdade, só preciso reestruturar financeiramente a minha vida... Tenho uma família maravilhosa, um filho lindo (levado sim, mas companheiro), pais que me apoiam em tudo, grandes amigos (que me escutam a qualquer hora do dia e da noite)!!! O resto se resolve...
S. B.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Comemoração do meu aniversário
Fiz aniversário no dia 08 de junho, mas comemorei no dia 06, em um restaurante no shopping, devido ao feriado... Posso dizer que foi um dia sui generis, muitos amigos (e amigos dos amigos) compareceram. Foi um início de noite feliz! A festinha foi maravilhosa!!!!Mas, infelizmente, também foi um dia em que perdi um pouco da confiança nas pessoas... Fim de noite amargo!
Mas, como nem tudo está perdido... No dia 08, minha amiga Norma (na primeira foto com o marido) fez um almoço em sua casa só para nós duas... Eu fiquei muito emocionada com tanto afeto e carinho.





quarta-feira, 10 de junho de 2009
DEFICIÊNCIAS
Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre. "

terça-feira, 9 de junho de 2009
Aos que passaram pela minha vida!

Quando estamos “perdidos” queremos que nos ouçam, queremos falar, falar, falar e nem sabemos o quê ou para quem, e continuamos falando...
Mas, o problema de falar demais é o fato de não nos escutarmos... Ou seja, escutar o coração, que, de tão dolorido, só emite sussurros, sendo preciso muita paciência e atenção para entendê-lo.
Porém, mais grave ainda são os nossos atos. Você entende de um jeito aquilo que você "ouviu" no entroncamento da sua fala, por exemplo: deixe quieto! E você grita. Precisa de paz! E você se transforma em uma fera. Precisa de carinho! E você – que está com raiva da situação, dos outros e de si –, vira um algoz! Só que um Algoz da sua própria felicidade...
E depois? Depois vem a dor desta sabotagem. Claro! Toda ação, tem uma reação, uma causa e uma consequência; e a cada estímulo uma resposta (positiva ou negativa)...
Se estivermos sensatos, ouviremos e responderemos com sensatez, caso contrário, todos os nossos atos serão insanos. Mas, entendam: os atos serão insensatos, porém, não menos refletidos, pois eles voltam tal qual um boomerang! Destilou veneno, vociferou grosserias, atormentou o silêncio? Lamento... Vai sofrer a sua dor e também a dor de ter agido assim.
Ah! Nós, seres mortais, como desperdiçamos felicidade em troca de respostas; como amargamos dores sentidas pelo que não nos aconteceu; como vivemos a vida, as escolhas e as emoções dos outros, em busca de nós mesmos; como, em vez de vivermos o momento, lutamos contra um futuro que nem sabemos se vai acontecer.
Agora, neste desabafo nostálgico, quero aproveitar e me desculpar! Sim, pedir desculpas a mim! Pelos amores que não vivi, as brigas que criei, as amizades que perdi, as pessoas que deixei, escolhas que não fiz e as que fiz sem poder, os inimigos que ouvi, os amigos que ignorei, os sonhos que acordei, a sinceridade que magoou, a mentira que floresceu, as saudades que plantei, os momentos que fingi, os tapas que dei (e também os que senti). E, mais ainda, pelos momentos que falei, quando deveria calar; e aqueles que calei, quando deveria gritar. Finalmente, lamento por não ter sabido pedir ajuda!
S.B
Mas, o problema de falar demais é o fato de não nos escutarmos... Ou seja, escutar o coração, que, de tão dolorido, só emite sussurros, sendo preciso muita paciência e atenção para entendê-lo.
Porém, mais grave ainda são os nossos atos. Você entende de um jeito aquilo que você "ouviu" no entroncamento da sua fala, por exemplo: deixe quieto! E você grita. Precisa de paz! E você se transforma em uma fera. Precisa de carinho! E você – que está com raiva da situação, dos outros e de si –, vira um algoz! Só que um Algoz da sua própria felicidade...
E depois? Depois vem a dor desta sabotagem. Claro! Toda ação, tem uma reação, uma causa e uma consequência; e a cada estímulo uma resposta (positiva ou negativa)...
Se estivermos sensatos, ouviremos e responderemos com sensatez, caso contrário, todos os nossos atos serão insanos. Mas, entendam: os atos serão insensatos, porém, não menos refletidos, pois eles voltam tal qual um boomerang! Destilou veneno, vociferou grosserias, atormentou o silêncio? Lamento... Vai sofrer a sua dor e também a dor de ter agido assim.
Ah! Nós, seres mortais, como desperdiçamos felicidade em troca de respostas; como amargamos dores sentidas pelo que não nos aconteceu; como vivemos a vida, as escolhas e as emoções dos outros, em busca de nós mesmos; como, em vez de vivermos o momento, lutamos contra um futuro que nem sabemos se vai acontecer.
Agora, neste desabafo nostálgico, quero aproveitar e me desculpar! Sim, pedir desculpas a mim! Pelos amores que não vivi, as brigas que criei, as amizades que perdi, as pessoas que deixei, escolhas que não fiz e as que fiz sem poder, os inimigos que ouvi, os amigos que ignorei, os sonhos que acordei, a sinceridade que magoou, a mentira que floresceu, as saudades que plantei, os momentos que fingi, os tapas que dei (e também os que senti). E, mais ainda, pelos momentos que falei, quando deveria calar; e aqueles que calei, quando deveria gritar. Finalmente, lamento por não ter sabido pedir ajuda!
S.B
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A PIOR SOLIDÃO
A pior solidão pertence
Aquele que sempre enganou
E o seu amor não convence
A quem diz que se apaixonou.
A pior solidão é aquela
Em que o coração fica vazio
É preciso usar de cautela
Com um conquistador vadio.
A pior solidão machuca
Aquele que sabe fingir
Sua mente deve estar maluca
Por isso quer alguém atingir.
A pior solidão alcança
A alma de quem a usa
Na mentira ele afiança
Que seu amor é uma musa.
Nenhuma desta solidão
Fazem parte de minha vida
Já até rasquei a certidão
Onde se lia a palavra querida.
Desejo que ela faça parte
Sempre de sua jornada
De ti ela nunca se aparte
Siga contido por toda a estrada.
Publicado no site: O Melhor da Web em 17/11/2008
Código do Texto: 5455
Fonte: http://www.omelhordaweb.com.br/poesias/pagina_textos_autor.php?cdPoesia=5455&cdEscritor=171&cdTipoPoesia=&TipoPoesia=&rdBusca=&tbTxBusca
(ANGELICA DA SILVA ARANTES )
Aquele que sempre enganou
E o seu amor não convence
A quem diz que se apaixonou.
A pior solidão é aquela
Em que o coração fica vazio
É preciso usar de cautela
Com um conquistador vadio.
A pior solidão machuca
Aquele que sabe fingir
Sua mente deve estar maluca
Por isso quer alguém atingir.
A pior solidão alcança
A alma de quem a usa
Na mentira ele afiança
Que seu amor é uma musa.
Nenhuma desta solidão
Fazem parte de minha vida
Já até rasquei a certidão
Onde se lia a palavra querida.
Desejo que ela faça parte
Sempre de sua jornada
De ti ela nunca se aparte
Siga contido por toda a estrada.
Publicado no site: O Melhor da Web em 17/11/2008
Código do Texto: 5455
Fonte: http://www.omelhordaweb.com.br/poesias/pagina_textos_autor.php?cdPoesia=5455&cdEscritor=171&cdTipoPoesia=&TipoPoesia=&rdBusca=&tbTxBusca
(ANGELICA DA SILVA ARANTES )
domingo, 7 de junho de 2009
Esperar
Os seres humanos passam os anos, os meses, as semanas, os dias, as horas, os minutos, os segundos e os centésimos de segundo da vida esperando pelo verdadeiro amor. Tal como dizia Drummond, "alguém teve a idéia de cortar o tempo em fatias" e este sábio deixou a humanidade mais feliz.
Mas, por que se espera um verdadeiro amor? Será que a resposta para a felicidade está no comportamento, ou melhor, na existência de alguém?
Ah, o amor! Passa-se a vida pensando tê-lo encontrado, os anos acreditando tê-lo abandonado, os meses sonhando por ter tido a chance de reencontrá-lo. Mas, então vêm as semanas, os dias, as horas, os segundos, os minutos, os centésimos... E passa-se mais uma vez a esperar...
Então, espera-se pela hora do almoço, do encontro após o expediente, da carona na condução, da mensagem no msn, do depoimento no orkut, da ligação ao telefone, do torpedo no celular, do e-mail com uma poesia... Depois, é gradativo, espera-se por um beijo correspondido, um abraço espontâneo, uma carícia com as mãos, um contato, um olhar, um sorriso, um afeto, um carinho, um talvez, um senão... E volta-se a esperar, porque encontros furtivos, palavras fortuitas e acasos vividos não completam ninguém.
Ninguém é capaz de completar alguém, porque esta lacuna na existência nada mais é do que a ausência de si mesmo e, em sendo assim, "estar ao" não significa "estar com". Fazendo com que esta ausência sentida, na busca da completude, abra um abismo no peito... Dói, sim! Não adianta mentir!
Há encontros e desencontros no decorrer da vida. Por isso, nesta lacônica existência, haverá sempre uma escolha: esperar ou desistir, pois "o bom de não se ter um relacionamento é não ter que esperar pela pessoa amada". Mas, o pior, é: "perder a esperança de amar por não saber esperar".
Escolha?
S.B.
Obs: a parte em vermelho é da minha amiga Carla... Intrometeu-se em minha reflexão, quanta ousadia... Risos. Mas, como estamos na geração do wikipedia, da escrita colaborativa e das tecnologias da informação, rendo-me à democracia e faço uma poesia "a quatro mãos"...
Beijos, Carla!
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