sábado, 29 de janeiro de 2011

Transplante intervivos

O transplante de fígado com doador vivo é um recurso que pode potencialmente salvar a vida de pacientes que têm pouca chance de sobreviver em razão da crítica carência de doadores com morte encefálica comprovada. Esta modalidade tem sido utilizada com sucesso em vários centros do mundo.

No transplante intervivos, parte do fígado de um doador vivo, sadio e com grupo sangüíneo compatível é retirada para implantação no paciente.

Esta técnica está salvando pacientes da dor e do sofrimento, e o que é melhor, com o alto índice de sobrevivência para os transplantados e com poucas complicações para os doadores.

Por se tratar de uma cirurgia de grande porte para o doador e o receptor, antes dela ser feita há uma série de procedimentos, tanto para o doador quanto para quem irá receber o órgão. Cada caso é estudado com muita atenção. Se toda a bateria de exames comprovar que há uma compatibilidade, a cirurgia é agendada.

A principal vantagem dessa técnica é o planejamento da cirurgia, isto é, não é realizada em situações de urgência. É possível realizar o transplante antes que haja uma deterioração significativa da condição clínica do paciente e a incidência de não funcionamento imediato do enxerto é menor quando o órgão é proveniente de doador vivo.

O transplante hepático é a única possibilidade de cura completa e reabilitação para pacientes com afecções do tipo da que acontece aos receptores. Os resultados de sobrevida e qualidade de vida após o transplante são, em geral, excelentes.

A parte do fígado que é colocada no paciente apresenta extraordinária capacidade de crescer, isto é, adquirir volume e peso adequados ao tamanho e às necessidades do receptor. O enxerto rapidamente cresce, adquirindo tamanho semelhante a um fígado inteiro.

As duas cirurgias são realizadas simultaneamente. Uma equipe retira o pedaço do fígado do doador enquanto outra equipe médica prepara o paciente para receber o transplante, dura em torno de 8 horas e é realizada sob anestesia geral e o doador já fica recuperado em cinco dias.

No Brasil já se realiza transplantes intervivos de outros órgãos, como pulmão, rins e intestino com bastante sucesso também.

"O simples fato de pensar em doar parte de seu corpo para proporcionar o bem estar de um ente querido já o torna especial".


Adaptado do manual de informações elaborado pela: Disciplina de Transplante de Cirurgía de Fígado (HOSPITAL DAS CLÍNICAS - Faculdade de Medicina da USP)

2 comentários:

Nando disse...

Nossa, muito interessante. Em se tratando de transplante intervivos, só tinha conhecimento do transplante de rins até o momento. Ótima iniciativa!

Ministério disse...

Olá, blogueiro (a),

Salvar vidas por meio da palavra. Isso é possível.

Participe da Campanha Nacional de Doação de Órgãos. Divulgue a importância do ato de doar. Para ser doador de órgãos, basta conversar com sua família e deixar clara a sua vontade. Não é preciso deixar nada por escrito, em nenhum documento.

Acesse www.doevida.com.br e saiba mais.

Para obter material de divulgação, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

Atenciosamente,

Ministério da Saúde
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