quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...

Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela a dela.

Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.

"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."

E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs -
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.

Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas senoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram se casar

Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.

E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E se casaram e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.

E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...

Freqüentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.

Era o Triângulo,
Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era a fração
Mais ordinária.

Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade

Como aliás, em qualquer
Sociedade.



Millor Fernandes

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sobre a morte e o morrer

O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de
um ser humano? O que e quem a define?

Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: “Morrer, que me importa? (…) O diabo é deixar de viver.” A vida é tão boa! Não quero ir embora…

Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: “Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?”. Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: “Não chore, que eu vou te abraçar…” Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.

Cecília Meireles sentia algo parecido: “E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega… O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias… Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto…”

Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. “Minha filha, sei que minha hora está chegando… Mas, que pena! A vida é tão boa…”

Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.

Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”.

Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.

Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.

Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a “reverência pela vida” é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?

Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.

Muitos dos chamados “recursos heróicos” para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da “reverência pela vida”. Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: “Liberta-me”.

Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: “Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei…”. Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.

Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida” exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a “morienterapia”, o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a “Pietà” de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.

Rubem Alves

sábado, 17 de outubro de 2009

II Seminário de Licenciaturas: inclusão



Minha palestra será no dia 20/10 às 20:30
Tema: O discurso das cotas: inclusão x exclusão.
Profa. Ms. Silvia Bonini

sábado, 10 de outubro de 2009

Mais uma vez, venho falar de perdas...
Não quero ser pessimista,
mas, como dizia Schopenhauper, viver é sofrer!
E o que as perdas significam?
Signifcam que, muitas vezes,
não temos uma relação mais profunda com as pessoas por medo!
Medo sim, medo da morte.
Um medo que não nos permite viver, sentir, aproximar, elogiar...
Tudo é efêmero.
Uma certeza tão angustiante, que inibe nossos projetos e relacionamentos.
Uma postura que não nos permite aproveitar as delícias da vida.
Não precisamos explicar a morte,
pois, a morte não se explica, ela é!
Como também não se explica o amor, ele brota.
Então, por que cultivamos o medo da morte e
não experimentamos livremente o amor?
Voltando a Schopenhauer,
a vontade humana é a fonte de todos os sofrimentos.
Acredito que nós escolhemos esse caminho,
ou seja, não viver porque iremos morrer.
Esqueça!
Como não temos o controle da morte,
não poderemos controlar a vida!
O importante é perceber que há escolha,
que nós criamos o nosso existir.
A morte não é o fim, mas um ponto de partida!

S.B.

sábado, 26 de setembro de 2009

"Não sejas demasiado justo"

"Essa encruzilhada simples entre o certo e o errado, entre o lado da vida e o da morte, só acontece nos textos de lógica". RUBEM ALVES

ERA UM DEBATE sobre o aborto na TV. A questão não era "ser a favor"ou "contra o aborto". O que se buscava eram diretrizes éticas para se pensar sobre o assunto.
Será que existe um princípio ético absoluto que proíba todos os tipos de aborto? Ou será que o aborto não pode ser pensado "em geral", tendo de ser pensado "caso a caso"? Por exemplo: um feto sem cérebro. É certo que ele morrerá ao nascer. Esse não seria um caso para se permitir o aborto, para poupar a mulher do sofrimento de gerar uma coisa morta por nove meses?
Um dos debatedores era um teólogo católico. Como se sabe, a ética católica é a ética dos absolutos. Ela não discrimina abortos. Todos os abortos são iguais. Todos os abortos são assassinatos.
Terminando o debate, o teólogo concluiu com esta afirmação: "Nós ficamos com a vida!"
O mais contundente nessa afirmação está não naquilo que ela diz claramente, mas naquilo que ela diz sem dizer: "Nós ficamos com a vida. Os outros, que não concordam conosco, ficam com a morte..."
Mas eu não concordo com a posição teológica da igreja -sou favorável, por razões de amor, ao aborto de um feto sem cérebro- e sustento que o princípio ético supremo é a reverência pela vida.
Lembrei-me do filme a "Escolha de Sofia". Sofia, mãe com seus dois filhos, numa estação ferroviária da Alemanha nazista. Um trem aguardava aqueles que nele seriam embarcados para a morte nas câmaras de gás. O guarda que fazia a separação olha para Sofia e lhe diz: "Apenas um filho irá com você. O outro embarcará nesse trem..." E apontou para o trem da morte.
Já me imaginei vivendo essa situação: meus dois filhos -como os amo-, eu os seguro pela mão, seus olhos nos meus. A alternativa à minha frente é: ou morre um ou morrem os dois. Tenho de tomar a decisão. Se eu me recusasse a decidir pela morte de um, alegando que eu fico com a vida, os dois seriam embarcados no trem da morte... Qual deles escolherei para morrer? Acho que a ética do teólogo católico não ajudaria Sofia.
Você é médico, diretor de uma UTI que, naquele momento, está lotada, todos os leitos tomados, todos os recursos esgotados. Chega um acidentado grave que deve ser socorrido imediatamente para não morrer. Para aceitá-lo, um paciente deverá ser desligado das máquinas que o mantém vivo. Qual seria a sua decisão? Qual princípio ético o ajudaria na sua decisão? Qualquer que fosse a sua decisão, por causa dela uma pessoa morreria.
Lembro-me do incêndio do edifício Joelma. Na janela de um andar alto, via-se uma pessoa presa entre as chamas que se aproximavam e o vazio à sua frente. Em poucos minutos as chamas a transformariam numa fogueira. Para ela, o que significa dizer "eu fico com a vida"? Ela ficou com a vida: lançou-se para a morte.
Ah! Como seria simples se as situações da vida pudessem ser assim colocadas com tanta simplicidade: de um lado a vida e do outro a morte. Se assim fosse, seria fácil optar pela vida. Mas essa encruzilhada simples entre o certo e o errado só acontece nos textos de lógica. O escritor sagrado tinha consciência das armadilhas da justiça em excesso e escreveu: "Não sejas demasiado justo porque te destruirás a ti mesmo..."

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Defesa...

Como eu sempre digo, tenho amigos maravilhosos... Alguns imprevistos ocorrem, mas nada diferente do que se espera de seres falíveis, como eu...

Claudia e Andréa... Nataniel, na foto seguinte...
Shirley...

A Márcia que foi maravilhosa e levou champagnhe para brindar...

E, ainda, fez um almoço em minha homenagem em sua casa... Receber é algo especial, pois levamos para nossa casa aqueles que nós queremos bem e, também, "agregamos" os amigos dos nossos amigos, porque confiamos plenamente nas escolhas deles.

Também não posso esquecer do Isaías, que compareceu mas teve de ir embora porque a Banca atrasou... A Quézia, de repouso e felicíssima com o bebê... E a Gabrielle, que defendia no mesmo horário que eu...

Obrigada pela confiança!!!

Enfim, Mestre em Educação...


"Se aprendeste muita coisa, não fiques orgulhoso por isso, pois só fizeste o teu dever [...].
A principal coisa na vida não é o conhecimento, mas o uso que dele se faz."

Talmud da Babilônia

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ano triste

Este ano está sendo muito triste! Quantas perdas emocionais, quantas lágrimas... Chorei por muitos amigos e parentes. Na minha família, meu primo perdeu a esposa violentamente; meu pai perdeu o pai (velhinho); minha grande amiga, a única irmã em acidente; mas hoje eu perdi meu "Tio Zé". Não só meu tio, ele era o único irmão da minha mãe, meu vizinho de porta, meu padrinho de batismo, fui sua daminha de casamento, a única sobrinha "menina". Ah! Lembro-me dos dengos, dos passeios de carro, dos presentes especiais, dos aniversários, dos Natais da infância...

Nunca mais...

Como dizia Homero: "Os homens são como ondas: quando uma geração floresce, a outra declina".

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem
.

(M. Bandeira)

Estou me tornando um bicho...
Sedenta, ávida e irracionável...
Remexendo meu lixo interior, sem sinestesia...
Anestesiada... Sombria...

S.B.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

sábado, 18 de julho de 2009

VERBOS NOVOS E HORRÍVEIS - Ricardo Freire*

Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero.

Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem.

É uma questão de princípios.

Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar.

Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite.

Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.

Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde de já: pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém.

Nem compactuo com quem operacionalize.

Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação.

Se você pedir com jeitinho, eu até implemento.

Mas operacionalizar, jamais.

O quê? Você quer que eu agilize isso para você?

Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar.

Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás.

Mas agilizar, desculpe, não posso, acho que matei essa aula.

Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador.

Só por cima do meu cadáver virtual.

Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo.

Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave.

Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.

Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos.

Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada.

Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais.

Agora só uso. E recomendo.

Se você soubesse como é mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.

Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar".

Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar".

Todos os dias, os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas.

A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis.

Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"?

É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.

Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar.

Caso contrário, daqui a pouco, nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira.

Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".

Problema seu. Me inclua fora dessa.


*Ricardo Freire (Porto Alegre, 1963) é um publicitário brasileiro. Trabalhou, entre outras, na W/Brasil e na Talent (onde criou o bordão "Não é assim nenhuma Brastemp"). É autor de livros. Escreve a coluna Xongas para a revista Época.

quarta-feira, 15 de julho de 2009


Pior que se sentir desrezado

É saber ser uma decepção.

A causa do desprezo em si

Sempre está no próprio desprezado,

Que de vítima passa a culpado

Ao olhar para dentro de si mesmo

E admitir ter agido a esmo,

E ver que só dele depende a solução,

Já que para o outro não passa de uma decepção.


(M. Botelho)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Histedbr 2009

VIII Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas "História, Sociedade e Educação no Brasil" História, Educação e Transformação: tendências e perspectivas. 30 de junho a 03 de julho de 2009. Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.


Minha comunicação oral: A Constituição de 1988 e Ações Afirmativas: políticas públicas igualitárias de acesso à educação.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Aos que ficaram...


A vida é um coquetel de decisões, escolhas e pensamentos que determinarão nossa liberdade. Nossos estados de ânimo não são só sensasões, mas decisões que estabelecemos a cada momento. Os acontecimentos podem ser determinantes na hora de estarmos bem ou não, mas não deixam de ser consequências de decisões que tomamos em um estado de liberdade de escolha.
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Só quando você puder se ajudar, estará em condições de ajudar os outros. Necessita ser o dono de seu mundo emocional. Seu bem estar não dependerá do tratamento que receber dos outros, mas do que você souber dar.
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Não permitamos que os outros sejam formadores de nossas emoções! Não lhes outorguemos tal poder! Hoje, mais do que nunca, você merece ser feliz!

(Stemateas, Bernardo. Gente Tóxica: como lidar com pessoas difíceis e não ser dominados por elas. Rio de Janeiro, Tomas Nelson Brasil, 2009.)



Penso que existe uma época de descontrole em nossas vidas. E, quando digo “nossas vidas” estou me referindo às pessoas que me cercam: amigos, familiares, amigos dos amigos, parentes dos amigos, parentes dos parentes... Enfim, todos com quem me relaciono!!!!

Ano complicado este!!!Tempos difíceis!!! Lembro daquele filme “Quatro casamentos e um funeral”! Ocorre que, nas minhas relações pessoais, está mais para “Um casamento e quatro funerais”. Quantas perdas irreparáveis ocasionadas pela violência de trânsito, do cotidiano, das doenças... Perdas e perdas... Foram-se pais, irmãos, amigos, conhecidos... Quantas lágrimas, quanta saudade, quantas mudanças em poucos meses...

Contudo, a “reclamação” só produz insatisfação. Os maus momentos fazem parte da vida e não podemos permitir que a crise nos impeça de prosseguir. devemos ter paciência até obter o discernimento necessário para enfrentar o imprevisível e seguir o ritmo normal da vida, superando o dia a dia, pois, somente o tempo será capaz de tornar tudo diferente e amenizar as dores...

E, principalmente, voltar o olhar para as pessoas que amamos, que ficaram e que nos querem bem...

S.B.

domingo, 5 de julho de 2009