sexta-feira, 20 de março de 2009

Outono


Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.



Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.



Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,



Se cada ano com a Primavera
As folhas aparecem
E com o Outono cessam?



E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?



Nada, salvo o desejo de indiferença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.





Fernando Pessoa

sexta-feira, 6 de março de 2009

A VIRTUALIDADE E A MORTE DA DISTÂNCIA:

A VIRTUALIDADE E A MORTE DA DISTÂNCIA:O MUNDO PÓS-EAD*
“A EAD morreu, pois nosso conceito de distância não faz nenhum sentido mais”.

Um dia disseram a Walter Benjamin que ele estava longe, e ele retrucou: "de onde?". Sem referência, não há "longe" e "perto". Ninguém mora longe. Todos nós moramos perto de alguma coisa que está perto.

Mas tudo isso é conversa do passado. Ninguém mais está longe ou perto. Não estamos mais falando de um mundo em que a regra é "encurtar distância", como no mundo dos sinais de fumaça, pombo correio, estafeta, telégrafo, telefone ou TV. Estamos falando em um mundo pós-EAD. Pois a EAD acabou. Sei, sei que viveu pouco. Claro! Temos de considerar a mortalidade infantil, e foi o que ocorreu com EAD! Nasceu e ... pimba! Já morreu.

Nem todos ficaram sabendo da morte da EAD. E assim, alguns ainda tentam encontrá-la, lidar com ela. Em vão. O féretro já passou. Um mundo sem EAD é o mundo que temos agora. E é melhor nos conformarmos, pois da morte ninguém volta. E quem disse que voltou, preferiu não ficar entre nós.

Como que a EAD morreu? Simples, a EAD é composta de três partes: "ensino", "a" (que vem se crase!) e "distância". As duas primeiras partes não sofreram abalo. Mas a última parte necrosou e teve de ser amputada. Ficou EA. Mas EA não é nada, e então, eis que talvez nem enterro tenha havido. Acho que ficou apenas a lápide lá, sem corpo. "Aqui jaz uma jovem que não conseguiu nem mesmo tomar gosto pela vida" ou "Aqui jaz uma jovem que morreu virgem" etc.

O que fez a morte da EAD acontecer, tão jovem ainda, foi o desaparecimento da noção de distância. Todos os meios de comunicação eram "meios" que implicavam a noção de "distância". Mas a distância desapareceu do nosso mundo. E então, a EAD sumiu. Tanto investimento em "pólos computacionais" e "laboratórios de informática" para nada. Já havia em alguns lugares até pró-reitores de EAD! Perderam o cargo. Alguns negam, dizem que ela está apenas desaparecida, e se aferram às cadeiras. Querem as secretárias e até cartões corporativos que tinham. Mas, o fato é que a EAD sumiu mesmo.

Tontos somos nós, os que pagamos impostos para que exista quem faça EAD em universidade estatal. E tonto é o patrão que, na sua universidade particular, ainda mantém um "setor de EAD" - está jogando dinheiro fora.

Não há distância nenhuma estudante e conteúdo neste caso: Joana é estudante e abre um blog de um professor (a plataforma Moodle, por exemplo, nada é além de um blog, embora alguns teimem a torná-la feia, suja e disforme) e vê um vídeo, escuta um podcast, lê um conjunto de "respostas às perguntas mais freqüentes" e, fazendo essas três atividades, inicia um trabalho de aprendizagem. Não cabe falar em distância entre Joana, a garota que abre uma página de site para o aprendizado, e seu professor (particular, no caso!), que pode conversar com ela ao vivo, por meio de algo como a plataforma mogulus (por exemplo, aquela da TV Filosofia WWW.mogulus.com/filosofia http://www.mogulus.com/filosofia ou da TV São Marcos http://www.mogulus.com/tvsmarcos). Qual a distância? Como pode haver distância nesse caso?
Não falo de distância entre eu e Platão, quando leio a *República*, embora ela tenha sido escrita há mais de 20 séculos, na Grécia. Cabe menos ainda falar em distância quando eu, como professor, estou na TV Filosofia conversando diretamente com estudantes de filosofia, uma vez que entrei na casa deles e, diferente da TV normal, não fiquei na sala de jantar, fui para o quarto deles e, diferente da TV normal, não sou apenas eu quem falo, mas há uma perfeita interação, que pode ser em tempo virtual ou tempo real. Por isso, no mundo atual, não existe mais EAD. Pois a noção de distância é algo que não temos mais.

É claro que o MEC e várias universidades ainda vão continuar falando em EAD. É uma questão política. É uma questão de poder. Criaram uma burocracia para tal. Deram empregos. Geraram chefes, chefetes - muitos caciques e poucos índios - e até mesmo o ministro da Educação (este e os futuros) ampliou poderes tendo mais subordinados. Mas isso é um castelo de cartas. Pois a EAD não existe mais. É como o Ministério da Marinha do Paraguai.

Qualquer professor pode, como qualquer garoto que lida com o Orkut ou faz um blog, ter o seu blog pessoal e lidar com a plataforma Moodle ou outra. Qualquer professor pode ter a sua TV própria, online, e conversar diretamente com o aluno da sua própria casa. A democratização do ensino aconteceu. Tudo aquilo que Lyotard e Illich falaram nos anos 70 ocorreu. Começamos pela EAD e agora vivemos o pós-EAD. Pois não há sentido dar um nome especial - EAD - para algo que é o normal, corriqueiro, cotidiano, que é a relação entre o professor e o aluno que ocorre através de um meio, que não é só o livro e a apostila, mas é também a TV e os blogs (e a moodle nada é além disso). E tudo isso é grátis! Ou, em alguns casos, quase isso.
Bom, mas há professor que insiste que "precisa se adaptar aos novos tempos"! Há aqueles que dizem "ai meu Deus, não valho mais pelo meu conhecimento, mas pela minha capacidade de manipular os mecanismos de EAD". O professor que diz isso não vale a pena ser contratado, pois ele não faz idéia do que está falando e, na verdade, ele é um pouco burro ao falar isso. Portanto, sendo um pouco burro, não é uma boa mão de obra. Não devemos contratar um burro. Seria o mesmo que contratar um professor universitário que não consegue abrir um livro, uma vez que o livro está escrito em inglês. Contratar um professor universitário que não consegue ler em inglês? Ora, se você quer contratar alguém assim, faça, o dinheiro é seu e você gasta como quiser. Eu contrataria um professor normal, um que lesse em português e inglês. Para quê pagar o pior? Questão de preço? Duvido! O segundo é tão barato quanto o primeiro, e rende mais. Então, o mesmo vale para outras habilidades. Qual a razão de se pagar um professor que não sabe fazer um blog? Um doutor que não tem um blog não quer escrever. E se não quer escrever, será que realmente é um professor universitário?

Para fazer um blog é necessário saber apertar três vezes o clique do mouse (pode-se usar qualquer dedo, portanto até um Presidente da República consegue!), com instruções contidas em uma linha somente, em português! Abra o Blogger, que agora é do Google e veja! Antes estava em inglês, agora nem isso! E o mesmo vale para a plataforma Moodle.

Bem, mas pode ser que o professor não consiga fazer isso por uma razão simples: caso ele tenha um blog (ou material na moodle), ele será comparado mais diretamente com outros professores. Alguns escreverão coisas boas, outros não. Alguns farão aulas assistidas, e outros não - e todo mundo poderá ver a aula de todo mundo! Ah, então haverá a comparação. E é isso que os medíocres temem: a comparação! Então, alguns se recusam a aceitar a morte da EAD. Querem manter a EAD "viva", ou seja, embalsamada, e com isso poderão continuar a dizer "Ah, hoje estão dizendo que não possuo mais competência, eu, que sou uma sumidade, pois não sei ministrar uma relação de ensino aprendizagem através de EAD".

A EAD vive para proteger os fracos que dizem que ela é a causa deles estarem sendo submetidos a medíocres. E alguns medíocres se apossam do mesmo discurso, com sentido invertido, para garantir privilégios. E alguns reitores compraram pólos computacionais (super faturados, é claro!) para gerar EAD, e no fundo só queriam gerar poderes - para si, amigos e familiares. Mas a ilha da fantasia acabou. A EAD morreu, pois nosso conceito de distância não faz nenhum sentido mais.

__________________*Mensagem postada na CVL pelo polêmico filósofo Paulo Ghiraldelli antes de ser banido.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Reforma Ortográfica

Estou postando um conversor ortográfico para o caso de eventuais dúvidas no momento da escrita.

No IG EDUCAÇÃO há o Guia da Reforma Ortográfica do Prof. Douglas Tufano. Já este site, testa seus conhecimentos.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Nossas férias em Conservatória...

A cidadela...

A sereneta ao luar...
A antiga locomotiva, que passava sob o "Túnel que Chora"...

Todos se divertiram...
Com o esqui-bunda!

Jogos e desafios!

Passeios...

O Caça-fantasma!

Um ótimo local para divertimento, família, tranquilidade e reflexão...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Feliz Natal!

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.
Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.
Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.
A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.
Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Oficialmente Velho


Neste mês de dezembro completo 70 anos. Pelas condições brasileiras, me torno oficialmente velho. Isso não significa que estou próximo da morte, porque esta pode ocorrer já no primeiro momento da vida. Mas é uma outra etapa da vida, a derradeira. Esta possui uma dimensão biológica, pois irrefreavelmente o capital vital se esgota, nos debilitamos, perdemos o vigor dos sentidos e nos despedimos lentamente de todas as coisas. De fato, ficamos mais esquecidos, quem sabe, impacientes e sensíveis a gestos de bondade que nos levam facilmente às lágrimas.


Mas há um outro lado, mais instigante. A velhice é a última etapa do crescimento humano. Nós nascemos inteiros. Mas nunca estamos prontos. Temos que completar nosso nascimento ao construir a existência, ao abrir caminhos, ao superar dificuldades e ao moldar o nosso destino. Estamos sempre em gênese. Começamos a nascer, vamos nascendo em prestações ao longo da vida até acabar de nascer. Então entramos no silêncio. E morremos.


A velhice é a última chance que a vida nos oferece para acabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer. Neste contexto, é iluminadora a palavra de São Paulo: "na medida em que definha o homem exterior, nesta mesma medida rejuvenesce o homem interior"(2Cor 4,16). A velhice é uma exigência do homem interior. Que é o homem interior? É o nosso eu profundo, o nosso modo singular de ser e de agir, a nossa marca registrada, a nossa identidade mais radical. Esta identidade devemos encará-la face a face.


Ela é pessoalíssima e se esconde atrás de muitas máscaras que a vida nos impõe. Pois a vida é um teatro no qual desempenhamos muitos papéis. Eu, por exemplo, fui franciscano, padre, agora leigo, teólogo, filósofo, professor, conferencista, escritor, editor, redator de algumas revistas, inquirido pelas autoridades doutrinais do Vaticano, submetido ao "silêncio obsequioso" e outros papéis mais. Mas há um momento em que tudo isso é relativizado e vira pura palha. Então deixamos o palco, tiramos as máscaras e nos perguntamos: Afinal, quem sou eu? Que sonhos me movem? Que anjos que habitam? Que demônios me atormentam? Qual é o meu lugar no desígnio do Mistério? Na medida em que tentamos, com temor e tremor, responder a estas indagações vem à lume o homem interior. A resposta nunca é conclusiva; perde-se para dentro do Inefável.


Este é o desafio para a etapa da velhice. Então nos damos conta de que precisaríamos muitos anos de velhice para encontrar a palavra essencial que nos defina. Surpresos, descobrimos que não vivemos porque simplesmente não morremos, mas vivemos para pensar, meditar, rasgar novos horizontes e criar sentidos de vida. Especialmente para tentar fazer uma síntese final, integrando as sombras, realimentando os sonhos que nos sustentaram por toda uma vida, reconciliando-nos com os fracassos e buscando sabedoria. É ilusão pensar que esta vem com a velhice. Ela vem do espírito com o qual vivenciamos a velhice como a etapa final do crescimento e de nosso verdadeiro Natal.


Por fim, importa preparar o grande Encontro. A vida não é estruturada para terminar na morte, mas para se transfigurar através da morte. Morremos para viver mais e melhor, para mergulhar na eternidade e encontrar a Última Realidade, feita de amor e de misericórdia. Aí saberemos finalmente quem somos e qual é o nosso verdadeiro nome.


Nutro o mesmo sentimento que o sábio do Antigo Testamento: "contemplo os dias passados e tenho os olhos voltados para a eternidade".


Por fim, alimento dois sonhos, sonhos de um jovem ancião: o primeiro é escrever um livro só para Deus, se possível com o próprio sangue; e o segundo, impossível, mas bem expresso por Herzer, menina de rua e poetisa:"eu só queria nascer de novo, para me ensinar a viver". Mas como isso é irrealizável, só me resta aprender na escola de Deus. Parafraseando Camões, completo: Mais vivera se não fora, para tão longo ideal, tão curta a vida.


Leonardo Boff


Disponível em: http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=147154. Acesso em: 12 dez. 2008.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Encerrando ciclos...

A graduação está no fim...

Domingo tiramos as fotos da formatura para os convites, mas não são todos que farão a cerimônia.

Ontem, eu e a Lúcia (minha amiga de sala de aula e de shopping... rsrsrsrs....) fizemos o nosso último passeio juntas... Aquele passeio fugido no meio das aulas, para ver uma sandália, uma blusinha, ou aquele presentinho que esquecemos...

Sabemos que a amizade permanecerá, mas será diferente...

Enfim, encerrando os ciclos...






quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cultura

O girino é o peixinho do sapo.
O silêncio é o começo do papo.
O bigode é a antena do gato.
O cavalo é o pasto do carrapato.
O cabrito é o cordeiro da cabra.
O pescoço é a barriga da cobra.
O leitão é um porquinho mais novo.
A galinha é um pouquinho do ovo.
O desejo é o começo do corpo.
Engordar é tarefa do porco.
A cegonha é a girafa do ganso.
O cachorro é um lobo mais manso.
O escuro é a metade da zebra.
As raízes são as veias da seiva.
O camelo é um cavalo sem sede.
Tartaruga por dentro é parede.
O potrinho é o bezerro da égua.
A batalha é o começo da trégua.
Papagaio é um dragão miniatura.
Bactéria num meio é cultura.

(Arnaldo Antunes in "Nome" São Paulo.BMG Ariola Discos,1993)


Arnaldo Antunes é um dos poucos poetas da atualidade.
A crítica literária tende a ligar sua poesia ao concretismo
Mas, na contemporaneidade, a poesia não é ditada por
nenhuma regra ou escola literária.
Liberdade... é o comando!!!

S.B.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Fotos da Qualificação

Seguem as fotos da minha Qualificação...



A Quézia levou a máquina fotográfica e me salvou...

A Dissertação de Metrado tem o título: DA DIVERSIDADE À INCLUSÃO: AS AÇÕES AFIRMATIVAS COMO POLÍTICA PÚBLICA DE RESGATE DA DIGNIDADE SOCIAL E DA
IGUALDADE RACIAL.

Banca: Professores Doutores Maria Eleva Viana, Azoilda Loretto da Trindade e Luiz Carlos Gil Esteves.

A amiga Quézia está na foto!

Apresentação da pesquisa realizada... Momento de falar!

Considerações da Banca... Momento de ouvir!

Leitura do relatório pelo Prof. Luiz ... Momento de ansiedade!
Amigos: Cláudia Nunes na primeira foto e Marcos, novo amigo, na segunda.
Melhor momento: o abraço afetuoso do meu Orientador, após aprovação para prosseguimento da pesquisa.
A vida é feita de momentos...
Esses, confesso, são inesquecíveis!
S.B.

Apaixone-se

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém".
Recebi como sendo do Lennon...
Lindíssimo texto.
S.B.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Dia Nacional da Língua Portuguesa

Dia 05 foi o Dia Nacional da Língua Portuguesa. Segue a chamada do CIFEFIL:


"Dando cumprimento à Lei Nº 11.310, de 12 de junho de 2006, que institui o Dia Nacional da Língua Portuguesa, o Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos promove a III Jornada Nacional de Lingüística e Filologia da Língua Portuguesa, em que esta será estudada e divulgada em todos os aspectos em que dela trate a Lingüística e a Filologia, em suas diversas especialidades".




Apresentei um trabalho sobre Análise do Discurso na Faculdade de Formação de Professores da Uerj - SG.





Trabalho: "A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NA PERSPECTIVA DA ANÁLISE DO DISCURSO".
Conheci pessoas legais, como a Simone...

A Simone apresentando seu trabalho: "A RELAÇÃO DE CAUSALIDADE EM REDAÇÕES DE PRÉ-VESTIBULANDOS."

Aliás, neste ano eu conheci muita gente especial. Amigos, presenciais ou virtuais, que foram verdadeiras conquistas...

Bom final de semana...

S.B.

Qualificação

Minha qualificação foi produtiva e desafiante.

A banca foi composta por pessoas sensatas, que, embora tivessem posições epistemológicas diferentes, respeitaram a minha linha teórica.

Todas as contribuições foram pertinentes e agregadoras...

Fiquei muito feliz, mesmo sabendo que há muito trabalho pela frente...

As amigas Cláudia Nunes e Quézia compareceram... E o Marcos, orientando da Dra. Maria Elena, compareceu e ajudou bastante...

Agradeço a todos os presentes e àqueles que torceram por mim.

Obs: a minha máquina está muito ruim e todas as fotos saíram escuras, o que foi uma pena!!! Não tenho foto da banca, nem dos amigos...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Aprendizado

Eu estou muito sensível esses dias... Não sei explicar o porquê, não é voluntário, mas estou diferente...

Domingo foi a prova do ENADE... Uma prova cansativa, involuntária, que nem te acresce pessoal nem profissionalmente. Bem, foi na Lapa e quem mora no Rio sabe como é: estacionamentos fechados, ruas interditadas para lazer, pedintes, para parar, e não arranharem, seu carro custa R$ 5,00 e tchau...
Encontrei algumas amigas na prova, o que foi maravilhoso, pq detesto dirigir sozinha. Na saída, o "flanelinha" já havia sumido e um doente estava passando um pano sujo no meu carro (arranhando, claro!!!), para ganhar uma graninha... Como estava irritada, aquilo me deu raiva e me lembrei que, dias antes, um menino de rua havia ameaçado quebrar o meu vidro, pq não abri a janela para dar dinheiro...
Foi quando subiu aquele ódio do mundo, então errei o caminho e foi piorando. Resolvemos parar em um shopping, para esticarmos a prova e conversarmos. O estacionamento estava reservado para o Natal!
Já imaginaram? Domingo, final de tarde, shopping cheio, metade do estacionamento reservado ao público, Kelly Key "de grátis" e Papai Noel de helicóptero...
Troquei de shopping... Um pouco mais de engarrafamento, pedintes, mau humor, e.., e... e...
Surpreendentemente um rapaz veio me pedir dinheiro, eu estava mais emburrada do que de costume... Disse que não tinha e ele falou que não queria dinheiro, mas só um sorriso...
Eu sorri e mandei um beijo... Sabem o que isso significou para mim? Que alguém foi colocado em meu caminho somente para me dizer que não havia motivo algum para tanto aborrecimento, mau-humor e irritação.
E uma luz se acendeu... Lanchei com minhas amigas, desabafamos bastante, depois cheguei em casa e estudei o máximo que pude para a prova do dia seguinte, com serenidade.
Eu não conheço os mistérios do mundo, mas estou sendo colocada a prova a todo momento...
Estou receptiva e, como não reconheço os sinais, não entendo o que acontece a minha volta, como o menino que gritou comigo e ameaçou quebrar meu vidro...
Muitas coisas aconteceram esta semana, mas muitas não posso contar, pois não me dizem respeito... são histórias alheias, que eu não repito, nem para o meu pensamento...
Outras irei postar, assim que tiver tempo, mas, antes, queria dividir este depoimento, ou, como dizem meus amigos evangélicos, este "testemunho"...
Foi uma semana difícil, mas aprendi bastante.
S. B.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

domingo, 2 de novembro de 2008

VERBO SER

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer?
Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.


Carlos Drummond de Andrade


Eu sou?
Você é?
Seremos?
Será?

Eu sou o tempo que passa, a vida que aflige,
as perdas que tive e as mágoas que terei.
Eu sou a dor pulsante, da materialidade iminente,
da crença distante e das verdades inexistentes...
Eu sou o medo da noite "hei de acordar em outro dia"...
Eu sou a náusea do mundo, por, muitas vezes, criar fantasias...
Eu sou um paradoxo, ou, quem sabe, a própria ironia!

domingo, 26 de outubro de 2008

O Que Há

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Eu...
Cansada...
Cansaço...
Canção...
De ninar...
De amor...
De solidão...
Eu...

S.B.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

V CONGRESSO DE LETRAS DA UERJ - SÃO GONÇALO.

V CONGRESSO DE LETRAS DA UERJ - SÃO GONÇALO. Disponível em: http://www.filologia.org.br/cluerj-sg.

De 07 a 10 de outubro.

Bem, esqueci a máquina no primeiro dia...

Apresentei o trabalho "Análise crítica do discurso no documentário 'Super size me - a dieta do palhaço'", no dia 09 de outubro.



Geralmente, os eventos ligados à Letras são mais produtivos e agradáveis.

Conheci a Análise Crítica do Discurso no mestrado e me interessei profundamente. Sempre que tenho oportunidade procuro apresentar um trabalho que englobe a ACD, os Estudos Culturais e a sociedade contemporânea.
Sou advogada e também educadora. Assim, não há como fugir do discurso...
S.B.

Congresso Brasileiro de Escritores de Língua Portuguesa

Comemoração ao Jubileu de Ouro da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro em homenagem a Machado de Assis, Guimarães Rosa, Evanildo Bechara, Stella Leonardos e Antonio Olinto.



De 23 a 25 de setembro na Faculdade CCAA - Rio de Janeiro.



Abertura:



Apresentação da mesa de 24 de setembro: Prof. Dr. José Pereira da Silva e Mestranda Silvia Bonini Pereira:




O meu trabalho foi em homenagem à Machado de Assis e se denominou "A roda dos enjeitados no conto machadiano 'Pai contra mãe'".
O CCAA não publicou os textos em mídia, logo, caso alguém tenha interesse, basta enviar um e-mail.

S. B.

VI Colóquio de Pesquisa em Educação - dias 18 e 19 de setembro.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
VI COLÓQUIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO
“PESQUISA EM EDUCAÇÃO: desafios e perspectivas”

Chegamos no dia 17 de setembro à noite e fomos conhecer o shopping de BH...


Abertura: dia 18 de setembro de 2008. A Andréa e a Cláudia se apresentaram no primeiro dia.

Recepção no final da tarde do dia 18. Foto com o Prof. Dr. Jamil Cury:



Dia 19. Apresentação da minha pesquisa: "O processo educacional na Primeira República: o racismo desafiando a educação". O texto completo está nos anais do evento.


Recepção na tarde do dia 19. Foto do grupo com a organizadora do evento:



Grupo da Unirio...


Nossa despedida:





Este evento foi muito difícil, em termos acadêmicos.
Deu para perceber o que vem pela frente...
S.B.