sábado, 3 de maio de 2008

Estrela de David


A Estrela de David - a estrela de seis pontas -, é considerada o símbolo judaico por excelência. Diante de sua constante presença nos lares judeus e nas sinagogas, costuma-se atribuir a ela um caráter especificamente judaico. No entanto, contrário à crença popular, o hexagrama não é de origem exclusivamente judaica, e foi pouco usado pelos judeus até uns cem anos atrás.

Trata-se de dois triângulos superpostos em direções opostas. Os vértice do primeiro triângulo representam os três pilares da fé judaica: Deus, Homem e Povo. O segundo triângulo corresponde aos três grandes momentos da história: Criação (passado), Revelação (passado que prossegue no presente) e Redenção (futuro).


A estrela de seis pontas indica, assim, a união de todas as contradições em perfeita harmonia, ou seja, a paz universal. Shalom - a missão do Judeu perante toda a humanidade.

sábado, 26 de abril de 2008

10 de março - Multiplicação dos peixes.

Ao longo das margens do Mar da Galiléia há vários acontecimentos registrados durante o ministério de Jesus.
Em Tabgha (Ein Sheva) foi construído um templo sobre as ruínas de uma igreja bizantina do século V d.C. Trata-se da Igreja das Multidões que foi erguida onde se acredita que tenha ocorrido o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes (Mateus 15.32-39).

Dentro da igreja, os mosaicos (preservados historicamente) foram incorporados ao novo piso e um deles, diante do altar, simboliza o cesto de pães e os peixes.

O Papa João Paulo II visitou esta Igreja e o acontecimento é retratado no local.


O curioso é que nesta igreja havia prospectos em várias línguas, porém a parte do prospecto em português estava vazia...


Um pouco mais adiante fica a capela de basalto negro conhecida como a"Capela do Primado", construída em 1933, que recorda a conversa que Cristo ressuscitado teve com Pedro (João 21). Ah! O guia não nos levou nesta Capela...

10 de março - Monte das Bem-aventuranças.

Voltamos à região da Galiléia, tido como o local onde Jesus iniciou seu ministério, e visitamos o Monte das Bem-aventuranças, onde Cristo fez o Sermão da Montanha (Lucas 6.17-49).
No cume, os Franciscanos construíram, na década de 30, uma igreja octogonal com cúpula para recordar as oito bençãos de Jesus.
Mais abaixo, já houve outra igreja católica com o mesmo nome, mas em local hoje ignorado. A vista é panorâmica e percebe-se a acústica da região.
A igreja está em um belíssimo jardim, onde há uma linda vegetação toda "pintada" de amarelo... são os grãos de mostarda."Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível" (Mt 17.20).

O que mais me impressionou foram as cercas ao redor da região do Monte que indicavam "perigo". Tratava-se das minas (bombas) enterradas, um dos raros momentos que se percebe que a região vive em conflito.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Dia 10 de março - Banias

Nos hospedamos no hotel King Salomon em Tibériades, como consta na tradução Bíblica, ou Tibérias, como os Israelenses nominaram.

Pela manhã iniciamos nossas visitas ao norte de Israel, começando por Banias, local da transfiguração de Cristo (Mateus 16:13-20).

Na base do Monte Hermon, ao norte do Mar da Galiléia, a água nascente de Banias corre para o sul, em direção ao Rio Jordão. (Não visitamos o Monte Hermon!)
Conta a Bíblia que Jesus levou Seus discípulos a uma alta montanha (Mateus 17 e Marco 8), acredita-se que o Monte Hermon seja este local, por se tratar da montanha mais alta do Oriente Próximo (2800 metros acima do nível do mar). O derretimento da neve, no alto do monte, fornece um terço da água potável de Israel.

Banias foi inicialmente denominada pelo nome grego Paneas, em homenagem ao deus mítico dos pastores Pã; e mais tarde de Cesaréias de Filipe, sob o domínio romano de Herodes Filipe.



Escavações recentes revelaram a existência de vários templos pagãos, santuários importantes, no interior das muralhas da cidade, incluindo um templo dedicado a César Augusto, outro dedicado a Zeus, uma zona de adoração a Neméses e até um templo dedicado aos "bodes bailarinos".

Na falésia rochosa, por cima da nascente, existem nichos do período grego, onde estavam as estatuetas de Pã.

Na foto acima, o flautista se posiciona dentro de um dos nichos clássicos e toca uma música greco-romana rememorando as festividades dedicadas ao deus pagão.

Local belíssimo, rico em elementos históricos e arqueológicos, onde se localiza uma bela queda d'água ao lado dos monumentos arqueológicos.

domingo, 6 de abril de 2008

09 de março - Jericó: território palestino em Israel.

Jericó é território palestino em Israel...

Há uma certa apreensão na passagem pela fronteira Israel/Jericó. Fomos orientados a não tirar fotos, a permanecer sentados e o guia israelita não pôde nos acompanhar. Lembrando que foi neste mesmo dia que passamos pela fronteira Egito/Israel...

Jericó foi a primeira cidade conquistada pelo povo de Israel (Js 2:1) e o local de diversas passagens bíblicas.

Com certeza, pode-se afirma ser um dos mais antigos povoados de todo o Oriente Médio, com cerca de oito mil anos de existência. Em várias ocasiões, a cidade mudou de lugar, em consequência de guerras, terremotos e outras catástrofes que assolaram a região.

A cidade do Antigo Testamento estava localizada no sopé do Monte da Tentação, próximo da Fonte de Eliseu (2Re 2:19-22). Essa cidade foi destruída pelos israelitas, em meados do Séc XIII a.C. ocasião em que Josué lançou-lhe uma maldição, dizendo: "Maldito seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; sobre seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas." (Js 6:26), que se concretizou. Esse lugar esteve totalmente encoberto até o ano 1907, quando foram iniciadas amplas escavações que culminaram com a descoberta das muralhas da cidade, cujas fundações eram compostas de pedras maciças, sem acabamento, sobre as quais foram eregidos os muros, em pedras de barro cozido.

A Jericó do Novo Testamento - pela qual Jesus passou inúmeras vezes, a caminho de Jerusalém - estava situada a uns 3 Km ao sul da Jericó do Antigo Testamento. Essa cidade foi edificada na época do nascimento de Jesus e continuou crescendo até o final do Séc. III. A partir de então, foi gradualmente desaparecendo, até o Séc. VIII, quando os árabes a converteram em uma guarnição militar.

Também vimos muita sujera e pobreza em Jericó, com crianças nas ruas, casas destruídas, população carente... enfim, é evidente a diferença entre os palestinos e os israelitas em Israel.


Conhecemos um sicômoro muito antigo, que a tradição designa como sendo a árvore que Zaqueu, o cobrador de impostos, subiu para ver Jesus (Lucas 19:1-10). Cumpre mencioar que desta árvore espinhosa foi feita a coroa de espinhos.

Ainda em Jericó avistamos o Monte da Tentação (Mateus 4:1-11). Não se sabe ao certo o local da tentação, mas a primeira e a segunda tentações são recordadas no Mosteiro de Jebel Quarentel, também chamado de Mosteiro da Tentação.


Finalmente, seguimos pelo vale do Jordão até Tiberíades.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Dia 09 de março - Entrada em Israel/Eilat

Após passarmos pelo estresse dos procedimentos de saída do Egito e entrada em Israel, entramos em Israel pela fornteira de Eilat. (Não é nada fácil entrar em Israel! Em verdade, trata-se de um procedimento complicado e constrangedor...).


Eilat na época Bíblica era conhecida como Ezion-Geber (Números 33:35) e foi por onde Moisés entrou com o povo hebreu.

A leste da Península do Sinai, o Mar Vermelho entra na falha da Jordânia até Eilat, atualmente, uma cidade portuária e moderna, de clima ameno durante todo ano.



Pelo deserto da Judéia seguimos rumo ao norte de Israel e paramos na área de Sodoma e Gomorra (Deuteronômio 29:23). No local há uma imensa rocha que misteriosamente assemelha-se a uma mulher. Conta a Bíblia que Deus fez chover sobre as cidades enxofre e fogo do céu; e a mulher de Ló, tendo olhado para trás, ficou convertida em uma estátua de sal. (Gênesis 18-20; 19-24, 26, 28).

Tirem suas conclusões...

Mais adiante chegamos às praias do Mar Morto. Não tenho fotos... confesso que fiquei chateada porque só paramos vinte minutos e não pude tomar o tão esperado banho de "sal".



O Mar Morto é o ponto mais baixo da terra, cerca de 300 metros abaixo do nível do mar, e contém entre cinco e sete vezes mais minerais do que os outros mares. Por este motivo que é tão salgado, cerca de dez vezes mais do que o Mar Mediterrâneo.


Continuamos nossa viagem seguindo pelo Deserto de Judá e avistando os desertos do Sul... como o Deserto do Saara na Jordânia.

Deserto de Judá



Chegamos em Massadá que foi construída por Alexandre Jananeus e mais tarde reformada por Heródes o Grande, que construiu aposentos luxuosos no interior de suas muralhas. Tomada pelos zelotas no decorrer de uma revolta contra Roma, Massadá foi palco, em 73 dC, do suicídio coletivo de 960 judeus, que preferiram morrer a tornarem-se escravos dos romanos.



Prosseguindo na viagem visitamos Qumran, local das ruínas de uma antiga comunidade de religiosos da época de João Batista, onde foram encontrados os manuscritos do Mar Morto, que datam da época de Cristo.



Neste local há um museu com artefatos da época e na entrada foi exibido um filme, em 3D, sobre a vida de João Batista. Muito embora a família de João Batista fosse originária da Região da Judéia (Lucas 1:39-40), há estudiosos que defendem a possibilidade de ele ter sido adotado por uma seita em um mosteiro no deserto, posto que seus pais já eram idosos.


A descoberta dos Pergaminhos do Mar Morto em grutas próximas, encorajou os arqueólogos a restauratem Qumran, onde ficava o mosteiro dos antigos copistas de pergaminhos. O conteúdo da coleção de pergaminhos tem sido objeto de estudo apurado, já qe contêm todos os livros da Bíblia hebraica (com exceção de Ester), juntamente com uma série de outros documentos.



Continua...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Dia 08 de março - Monte Sinai/Tabah

Bem cedo, pela manhã, fomos a base do Monte Sinai onde o grupo meditou e orou...

Não há certeza quanto ao local exato do Monte Sinai. Jebel Musa, situado na cordilheira da península do Sinai, tem, desde o século VI dC, sido visitado por peregrinos que o consideram como o local provável da montanha da lei.


Por baixo do precipício de Jebel Musa fica o mosteiro Grego Ortodoxo de Santa Catarina, assim nomeado em honra da mártir cristã do século IV, Catarina de Alexandria.

Após visitarmos o Mosteiro seguimos pelo deserto e paramos para almoçar em uma das praias localizadas nas escarpadas montanhas do Sinai, diante das belas águas límpidas do Mar Vermelho.


O Mar Vermelho é um golfo do oceano Índico entre o Egito e a Arábia Saudita. A mais provável origem do nome são as bactérias trichodesmium erythraeum, presentes na superfície da água. Durante sua proliferação elas deixam o mar com manchas avermelhadas em alguns lugares. Outra possibilidade são as montanhas ricas em minerais na costa arábica, apelidadas de "montanhas de rubi".
Relata-nos os textos sagrados que o povo hebreu, ao sair do Egito, defrontou-se com o Mar Vermelho, que se dividiu em duas muralhas, após Moisés estender a mão sobre ele, e todo o povo o atravessou a pé. (Êxodo 13: 17-18).

Após o almoço, continuamos pelo deserto até Tabah e nos acomodamos no Hotel Hilton, fronteira entre Egito e Israel...




Do Resorts era possível avistar o Oriente Médio do outro lado da Costa...


sexta-feira, 28 de março de 2008

Dia 07 de março Cairo/Monte Sinai

Iniciamos o dia com um passeio à Vila Faraônica, um local de entretenimento que remete ao Egito Antigo. Fica às margens do Rio Nilo e chega-se até lá de barco, tendo em volta uma plantação de papiros... Durante o trajeto há a encenação das passagens históricas e cotidianas da época, iniciando pela história de Moisés. Trata-se de uma fiel reconstrução desta avançada civilização que floresceu há milhares de anos atrás.



Ao desembarcarmos, ainda na Vila Faraônica, há uma sala que reconstrói a disposição em que foram encontrados os tesouros de Tutankamon, em suas respectivas câmaras. Como já havíamos passado pelo museu, a réplica, embora bem feita, em nada se comparava a original.


Saímos do Cairo e iniciamos a viagem do Êxodo, tal qual o povo de Israel há mais de cinco mil anos. Pelo deserto do Sinai atravessamos o Canal de Suez, que tem 163 km de extensão e liga o Mar Vermelho ao Mediterrâneo... Atualmente, há um túnel subterrâneo e atravessamos o Canal de ônibus...



Paramos em Mara, uma vila de beduínos que a tradição determina como o local das fontes amargas (Êxodo 15:23-27).
Na viagem do Êxodo, Moisés conduziu o povo até a montanha da Lei (Êxodo 20). Ao longo das rotas que atravesam o deserto há ruínas antigas e o colorido das montanhas de pedras é diferente de tudo que já vi. Aqui confesso que nunca imaginaria encontrar beleza no deserto... outra ignorância minha!
Hotel (ao fundo, Monte Sinai).
Foram cinco horas pelo deserto até a região do Monte Sinai antes de chegarmos ao Hotel Catherine Plaza em Sta. Catherina. Naquela madrugada, as pessoas que desejassem, poderiam subir ao Topo do Monte Sinai. Eu já havia saído de casa com o propósito de não subir, por se tratar de um caminho estreito, com pedras pontiagudas, congestionado de turistas e camelos, de madrugada e com temperatura por volta do zero grau...
Enfim, aqueles que subiram disseram se tratar de uma experiência única!

Dia 06 de março - Cairo.

Iniciamos o nosso dia de viagem conhecendo as pirâmides do Egito.


As maiores pirâmides egípcias são as dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos em Gizé (ou Giza) e representam a única das sete maravilhas do mundo antigo que resistiram a força do tempo.

Entrei em uma das pirâmides de Gizé (visto que só fica aberta uma de cada vez). A decepção ocorre porque dentro dela não há mais nada, somente um sarcófago vazio. Porém, entrar por aquelas galerias estreitas e sombrias, descer agachada pelos corredores, ficar sufocada e inebriada naquela atmosfera melancólica é algo que não há palavras que expressem...
Aliás, eu não consigo expressar o que senti diante das pirâmides... é algo tão alucinante que não há como descrever... Eu amo a História Antiga e estar naquele lugar foi sentir a História penetrando no meu imaginário, reviver o passado, sonhar acordada...


A visita seguinte foi à esfinge. Fiquei um pouco frustrada... Mas, não tem nada a ver com o monumento, e sim com minha ignorância. Geralmente, ao fundo das fotos da esfinge está a pirâmide de Quéfren, a segunda maior da História, dando a impressão que ela é bem maior.



À tarde seguimos ao centro do Cairo para visitarmos o Museu Arqueológico, onde se encontra os tesoutros achados na tumba do famoso faraó Tutankamon, a única que não foi saqueada por ladrões e caçadores de recompensas. Como ocorre em todo museu do mundo, não se pode tirar fotos.
O museu é fantástico... pena que necessita de um dia inteiro para ser visitado.
Finalizamos o dia a bordo de um pequeno navio no Rio Nilo, com comidas e danças típicas. O curioso neste passeio foi a realização de uma cerimônia de casamento (reservada), onde a noiva, de branco e coberta da cabeça aos pés, bem como as mulheres presentes emitiam uns sons, que me fizeram lembrar os rituais das tribos africanas.
Não tenho fotos do jantar no Nilo, pois filmei... Qdo aprender a fazer a conversão eu posto a filmagem... Rsrsrsrs...